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Viernes, 10.02.2012

Chips RFID Conta Histórias de Pescador em Aquário

O Virginoa Aquarium & Marine Science Center, localizado em Virginia Beach, nomeia cada peixe nadando dentro de seu tanque de 45 mil litros Baía de Chesapeake, e registra a história daquele animal a fim de entender melhor a saúde do peixe, tempo de vida e comportamento. Com um sistema de RFID atualmente em vigor, no entanto, os visitantes do aquário podem ver essa mesma informação, identificar indivíduos como “Ted a miraguaia” e visualizar de onde esse peixe em particular foi recolhido na natureza, seu tamanho e histórico de crescimento, e as características da espécie – tudo exibidos em um monitor de vídeo de 23 polegadas enquanto o peixe flutua por dentro do tanque.

O sistema, que foi ao ar ontem, inclui os chips RFID de baixa frequência (LF) implantados no peixe, juntamente com um leitor RFID instalado no exterior do tanque. O hardware RFID e a assistência técnica foram fornecidos pela Oregon RFID, uma empresa de tecnologia de rastreamento de peixes e vida selvagem baseada em Portland. O software para armazenar e exibir informações sobre cada criatura foi desenvolvido por System Technologies Advanced Research (STAR), com sede em Chesapeake, Virginia.

Jeffrey L. Mahon, diretor de exposições e animais do aquário, tem uma formação de identificação por radiofrequência que começou com a instalação de um sistema RFID de rastreamento de peixes para o benefício dos visitantes ao aquário Underwater World Singapura em 2007, bem como o Underwater World Pattaya, localizado na praia de Pattaya, na Tailândia, um ano depois. De acordo com Mahon, o sistema de Singapura – apresentado como o primeiro tanque de peixes capacitado para RFID – aumentou o comparecimento na unidade e, atualmente, continua a operar naquele local.

A Oregon RFID, que forneceu a tecnologia para as duas implementações na Ásia, normalmente vende a sua tecnologia para fins de animais selvagens, como rastreamento de migração de peixes em córregos e rios. As tags LF 134,2 kHz da Texas Instruments cumpre com as normas ISO 11784 e 11785 , destinadas a leitura de etiquetas através da água a uma distância de até 6 pés. Warren Leach, proprietário Oregon RFID, diz Mahon, se abordou sua empresa sobre a tecnologia de RFID para fornecer dados necessários a respeito dos peixes dentro de um ambiente de aquário, primeiro em Singapura e, em seguida, na Tailândia. A Oregon RFID forneceu as tags, juntamente com seus leitores RFID próprios, que incluem as placas de circuito Texas Instrument.

No caso do Virginia Aquarium, Mahon tinha um novo desafio: projetar um sistema que pudesse ler as tags através da água salgada. O tanque em questão apresenta peixes normalmente encontrados na foz da Baía Chesapeake, tais como miraguaias e sernambiguaras. O aquário já empregadou tags LF implantadas em alguns de seus tubarões e tartarugas marinhas para efeitos de identificação, mas o sistema existente só lê essas tags muito de perto, utilizando leitores de mão, no caso de um animal que é retirado do tanque. Para a nova implantação, Mahon diz, o aquário implantou chips em cerca de 40 peixes no seu tanque da Baía de Chesapeake, cada um pesando, no mínimo, 3 quilos. Os chips foram implantados no músculo do animal, perto da nadadeira dorsal. Um número de identificação de 16 dígitos em cada tag foi então ligado à história pessoal do animal correspondente, bem como informações sobre sua espécie, no software fornecido pela STAR.

A STAR tem fornecido softwares interativos para o aquário desde 2004, de acordo com Keith Wilson, engenheiro de software da companhia. Quando Mahon abordou a empresa de Wilson, com uma proposta de rastrear dados através de tags RFID em peixes, era a primeira solução da STAR baseada em RFID, e a empresa inicialmente tinha algumas reservas, ele lembra. “Era uma nova tecnologia para nós”, observa ele, “mas tinhamos olhado para RFID antes.” A empresa montou uma equipe de engenharia em janeiro de 2011, e desenvolveu um software que poderia ligar a ID de uma tag a dados do peixe e depois exibir essas informações para os visitantes em uma tela de toque.

Com o sistema agora instalado no aquário da Virgínia, o leitor RFID está ligado a parte externa do tanque, em um painel acrílico montado na superfície do tanque. A antena do leitor capta o ID de cada tag de peixe que passa dentro de cerca de 9 polegadas. O alcance de leitura é curto, diz Mahon, devido ao teor de sal da água, embora ele espera aumentar esse intervalo modificando a colocação ou design da antena. Uma idéia, ele indica, é instalar a antena no interior do tanque, dentro de um pedaço de tubo de PVC à prova d’água. Nesse meio tempo, o aquário tem tentado configurações múltiplas de antenas. “Na semana passada,” diz ele, “era circular (cerca de 2 metros de diâmetro); esta semana, é retangular (cerca de 1 metro de largura por 4 metros de altura), e na próxima semana, pode ser uma linha reta vertical.”

Enquanto uma tag de peixe é lida, o número de identificação da tag é encaminhado para o software STAR, que em seguida, exibe uma fotografia e uma descrição desse animal na tela de vídeo. Depois que o peixe nada para longe, a informação permanece no lado direito da tela, enquanto uma nova criatura pode passar os seus próprios dados e será exibida no centro da tela. Os visitantes podem utilizar a tela sensível ao toque para selecionar uma espécie que já nadou por perto e ler mais sobre isso.

Mahon diz que espera também instalar o sistema dentro de um dos tanques do aquário de água doce, que fornecerá um alcance de leitura mais longo para a tag – apesar de os peixes se moverem mais lentamente no tanque de água doce, observa ele, então os dados seriam exibidos em um ritmo mais lento também.

“Nós estamos esperando que isso abra um novo paradigma de sinalização em aquários e em zoológicos também”, diz Mahon. “O objetivo é fazer com que as pessoas mais próximas ao animal, se conectem com a sua história, e espero que se conectem emocionalmente com ele.” Apesar de apenas um dia tenha se passado desde a instalação, Mahon diz que ele tem visto o interesse no sistema por parte dos visitantes que visualizaram os dados baseados em RFID na tela. Um segundo monitor de vídeo, apresentado por cima da tela de toque, descreve a implementação de RFID e explica como ela funciona.

Fuente: RFID Journal Brasil

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